En defensa do Partido Galeguista (II)
Hai uns días figéron-me saber dun texto no que se volvia criticar ao Partido Galeguista dum geito bastante infantil, que apenas poderia ser qualificado de arroutadas baratas de taverna. Nom pretendo negar que o PG é criticável, mas si que ponho o texto seguinte como um exemplo típico da bazófia gratuita que escrevem esses típicos comunistoides pro-cubanos com ganas de cuspir ao PG por cuspir (autor: o primeiro intelectual pola esquerda, o comunista Uxío-Breogán Diéguez).

Por suposto, o texto foi publicado nesse vozeiro do BNG no internet que é conhecido polo nome de “Vieiros de Venezuela”. Por suposto, o texto é um cuspe do comunista Uxío-Breogán Diéguez, quem publica um panfleto que se deveria chamar “Revista Comunista de Historia” (de 6 artigos, 3 som sobre “Socialismo”):
- Revolución comunista de Portugal
- A esquerda de Lugo
- Nacionalismo e Socialismo.

(Nom semelha pouco coerente publicar um panfleto socialista-comunista sob o nome dum conhecido conservador como Murguía?)
No caso de eu ser professor de universidade, estaria escandalizado de ver que alunos que escrevem textos coma este, próprios dum rapaz de bacharelato, pudérom receber umha licenciatura da USC.
Corrijamos o exame final de licenciatura do aluno Uxío-Breogán Diéguez.
Aluno Diéguez escreveu: O PG tivo unha prática non só soberanista, senón do ponto de vista de clase, máxime desde o 1935, de esquerdas. Non en van o seu máximo “intelectual” e secretario xeral/ organización, Alexandre Bóveda, non só non renegaba de ser fillo dun carpinteiro e dunha costureira, senón que entendía a política como un medio para procurar o máximo benestar da maioría social, das clases populares, das que el facía parte.
Correcçom: O PG nom era soberanista, era federalista. O seu programa procuraba umha uniom federal ibérica com Castela. Revise o programa do PG, aluno Diéguez. Um ponto menos.
E que ven sendo isso de que Alexandre Bóveda era de esquerdas porque “non renegaba de ser fillo dun carpinteiro”? Ser filho dum carpinteiro converte automáticamente á gente em “esquerdistas”? Significa isso que a maioria absoluta dos galegos, filhos de labregos, som “de esquerdas”? É Manuel Fraga, de familia de emigrantes, um home “de esquerdas”? Autoproclamou-se Alexandre Bóveda algumha vez como um home “de esquerdas”? Estamos a falar do mesmo Alexandre Bóveda, home católico practicante, con cinco filhos, especialista em finanzas, amigo íntimo de direitistas como Rajoy Leloup ou liberais como Plácido Castro? Alexandre Bóveda esquerdista por ser filho dum carpinteiro? Os historiadores sérios devem probar as suas teorias com mais madeira, aluno Diéguez. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: Após a morte de Castelao no 1950, e para alén dos tira-puxas entre os “galeguistas do interior e do exilio”, reapareceu o Partido Galeguista aquén terra nos oitenta no plano eleitoral e xa sen vinculación co proxecto que nos anos trinta encarnara o Partido de Castelao e Bóveda. En todo caso, tiña ligazóns humanas con aqueloutro proxecto, caso de Francisco Fernández del Riego, Ramón Martínez López ou o amigo Avelino Pousa Antelo.
Correcçom: Contradice-se vocé, aluno Diéguez. Primeiro di que o PG dos 80 nom estava ligado co PG dos 50, e duas linhas mais abaixo di que “tiña ligazóns humanas con aqueloutro proxecto”. Ou tem ou nom tem. Um historiador nom pode contradecir-se tam facilmente. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: Nos nosos días a marca Partido Galeguista volve ser presente. E digo marca, non organización. Esta marca (seica rexistrada, e en consecuencia lexitimamente –en termos de legalidade comercial- empregada) está a dar cobertura a diversos grupos locais -con significativa historia de seu.
Correcçom: A marca do PG está registrada legalmente, mas vocé parece nom sabe-lo quando pergunta “seica”. Como historiador, deve vocé investigar e confirmar as suas afirmaçons, aluno Diéguez. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: Non parece importar que a súa prática e teoría non teñan a ver co ideario do PG, ideario que levaron até as súas ultimas consecuencias os seus motores.
Correcçom: Como historiador, aluno Diéguez, deve vocé evitar sentimentalismos dramáticos (subjectivos) e centrar-se explicar com exemplos concretos e contrastados (objectivos) por que a teoria e praxe do PG de hoxe é diferente á do PG de há 50 anos. O historiador sério aporta exemplos antes de chegar a conclusons, aluno Diéguez. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: o obxectivo parece ser a procura da maior presenza institucional posível.
Correcçom: Parece vocé nom ter claro que os partidos políticos (PP, PSOE, BNG, PG) presentan-se todos ás eleiçons co objectivo de obter a maior presenza institucional possível, aluno Diéguez. Bemvido á Democracia. Volva a estudar Teoría Política. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: Se o Vigo máis localista quer tomar “corpo provincial”, apélase (contra toda a tradición “galeguista” que fica contra a división provincial face a parroquia e a bisbarra) á necesidade da quinta provincia, etcétera, etcétera.
Correcçom: O PG actual está em contra da divisom provincial e a favor da comarca e da parróquia como instituiçons administrativas galegas. O PG actual está a reclamar umha instituiçon administrativa comarcal para Vigo. Revise o programa do PG actual, aluno Diéguez. Um ponto menos.
Aluno Diéguez escreveu: Para alén dunha falta clara de ideario e prática homoxénea a nível nacional, a realidade que agora se agocha sob a marca PG está a empregar, lonxe de toda coerencia histórica e lexitimidade moral, a impoluta imaxe do histórico PG.
Correcçom: Igual que antes, aluno Diéguez, como historiador deve vocé explicar com exemplos concretos e contrastados (objectivos) por que o PG carece claramente de ideário. Revise o programa político (ideário) do PG actual, aluno Diéguez. Um historiador sério aporta exemplos antes de chegar a conclusons. Um ponto menos.
Conclusom: umha ocasom perdida para explorar críticamente e objectivamente o projecto PG. Em troques, temos um cuspe, um texto de bacharelato, escrito por um licenciado de tómbola obsesionado com Venezuela e o “Socialismo”. Todo um exemplo de objectividade.
Este é o problema de tanta faladuria barata contra o Partido Galeguista actual (que compensa o pouco que lhe cuspem a Terra Galega). Nom tenho lido nengum artigo ou conversa que fale ou critique o seu programa político. Ninguém falou da sua proposta de divisom administrativa em comarcas e de supresom das províncias e deputaçons. Ninguém falou da sua proposta de criaçom dum sistema financeiro público galego (facenda pública), de que o Direito Civil galego esté por riba do direito do Estado hispano e da UE, de que o Tribunal Superior de Xustiza de Galiza seja a mais alta instancia jurídica da Galiza (mesmo en casos de conflito con Hispania), de que Galiza tenha direito de establecer tratados directamente com instituiçons internacionais e com outros países, de que a Xustiza seja gratuíta e universal, de potenciaçom da Euroregiom Gallaecia, de ter competéncia total sobre a rede de caminhos de ferro da Galiza, de corpos de seguridade nacionais galegos, de fazer pagar aos bancos estrangeiros (hispanos) que captem aforros galegos para investi-los fora da Galiza, dum Estatuto de Galeguidade (umha proto-nacionalidade administrativa galega) e de competéncias executivas sobre políticas de imigraçom na Galiza, de que se Galiza fai parte do estado espanhol que o galego seja idioma oficial na Espanha….Nom, dessas propostas no programa político do PG ninguém fala. Do que preferimos falar é de se Alexandre Bóveda ressucitou e entrou como militante no PG de 2007.
A única crítica com razom que se tem feito ao PG é a campanha em idioma castelám do seu candidato na Coruña. Essa é a única crítica com razom que se lhe pode fazer ao PG. Porém, o blog de apoio ao seu candidato Carlos Marcos tem um par de artigos que subscrevem o publicado no Forum Gallaecia.
Coruñeses por Carlos Marcos escreveu:
Reproducimos un artículo excelente encontrado en un foro que acostumbramos visitar:
http://carlosmarcos.wordpress.com/2007/0...
Coruñeses por Carlos Marcos escreveu:
Coincidimos plenamente con los dicho en esta página.
http://carlosmarcos.wordpress.com/2007/0...
O PP e o PSOE nunca apoiariam o Forum Gallaecia O BNG ainda desconfia desde forum. O PG é o único partido galego que reproduce artigos publicados no Forum Gallaecia, um forum nacional galaico.
Curioso tamém que o nacionalismo da estrela vermelha esté tam ocupado em criticar o PG actual, para eles “ilegítimo”, quando nunca criticárom as anteriores refundaçons do PG em 1978, 1985 e 1991. A razom é que o BNG nom tinha problemas co PG quando o BNG era um partido de esquerda-extrema esquerda sem interesse eleitoral no centro. Hoje a situaçom é diferente. O BNG de Anxo Quintana quere agora abrirse ao eleitorado de centro – centroesquerda, e súbitamente este PG (genuinamente centrista) convirte-se em “ilegitimo”.
Termino este longo artigo cumhas declaraçons feitas por Pablo Padín, presidente de Terra Galega
Pablo Padín, Terra Galega escreveu:
Según Padín, los valores que defiende Terra Galega son «la lucha por la tierra y el sentido común» del que, cree, carece la vida política actual y manifestó su confianza en que «en el futuro estaremos con el Partido Galeguista».
http://www.lavozdegalicia.es/especiales/...
Galiza necessita um partido socialdemócrata de centro-esquerda forte (BNG) e um partido de centro, centro-liberal ou centro-direita forte (PG). A prioridade é termos partidos maioritarios dirigidos desde Galiza, nom desde Espanha. O principal inimigo a bater nom é o BNG nem o PG: é o partido nacionalista espanhol, o PP. Se ganha o BNG e o PG ganha Galiza. Os interesses da Galiza sempre devem ir por riba de interesses partidistas.
Poden comentar este artigo no Forum Gallaecia:
http://www.forum-gallaecia.net/viewtopic.php?p=1745#1745
chúzame - 


